
Um vídeo mostra o momento em que a acusada de homicídio caminha até a lixeira de um condomínio em Várzea Grande para descartar o corpo da filha recém-nascida, morta logo após o parto. O caso foi registrado em 23 de julho deste ano.
Na gravação, a mulher caminha calmamente pela rua do condomínio com sacos de lixo preto nas mãos. Ela coloca os sacos dentro do container destinado ao recolhimento de resíduos e volta para sua casa.
A mulher afirmou que acreditou que a bebê estivesse morta e, por isso, agiu dessa forma. A acusada é estudante de enfermagem e, para a polícia, deveria saber como proceder nesse tipo de situação.
Em coletiva de imprensa, o delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou que a acusada foi identificada pelas investigações e negou o crime em um primeiro momento. Na delegacia, após ser confrontada com o vídeo, admitiu ser a mãe da criança e a responsável pelo descarte do bebê, com seis meses de gestação.
Segundo relatou a acusada, o parto foi inesperado, ocorreu durante a madrugada, quando seu marido estava dormindo. Ela negou uso de substâncias abortivas e agressão e afirmou ter descartado a filha sozinha.
A perícia apontou que o bebê nasceu com vida, respirou por conta própria, ainda que por breve período de tempo. O corpo da criança não tinha lesões ou ferimentos. A possibilidade de aborto ainda não foi descartada e depende dos resultados de exames complementares.
A mulher disse que o marido não sabia da gravidez e que ela mesma não tinha certeza da gestação até o momento do parto. Ela disse que ficou desesperada e não sabia o que fazer. A mulher já tem um filho, que chamou por ela no momento do parto e ela buscou agir rápido para que ele não visse aquela cena.
Fonte: Gazeta digital













