
Uma das mansões mais emblemáticas e caras do Rio de Janeiro começa a desaparecer da paisagem do Leblon nesta quinta-feira (3). Localizada no Jardim Pernambuco e anunciada por R$ 220 milhões, a chamada “casa mais cara do Brasil” será demolida ao longo dos próximos três meses para dar lugar a um condomínio de casas de altíssimo padrão, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 360 milhões.
Parte da casa já foi desmontada e teve peças, como esquadrias de janelas, leiloadas. No terreno, será implantado o Estância Pernambuco, um mini-condomínio com dez casas. Cada lote custa R$ 23 milhões.
O novo empreendimento será desenvolvido pela Mozak e terá residências feitas sob medida. Os projetos levam a assinatura do arquiteto Thiago Bernardes, responsável pelo Museu de Arte do Rio (MAR) e por projetos de ampliação no Instituto Moreira Salles e no Instituto Burle Marx.
A ideia é transformar um dos terrenos mais exclusivos da cidade em um conjunto de casas de alto padrão, mantendo a proposta de exclusividade que marcou a história da antiga mansão.
Construída pela família Amaral, ex-proprietária da rede de supermercados Disco, a casa que será demolida ocupa 22% do terreno. Erguida em 1986, chama atenção pela arquitetura em estilo inglês. O imóvel tem seis suítes, 18 banheiros e 15 vagas de garagem, além de salas de estar e jantar, estúdio de música, sala de reuniões, biblioteca, sauna, área de lazer com churrasqueira e piscina semiolímpica. Para manter os 4 mil metros quadrados impecáveis, conta ainda com um sistema europeu de aspiração central embutido nos rodapés.
Fonte: O Globo












