
O acadêmico do curso de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Sinop, Davi Barbosa Dolzane, desenvolveu o trabalho “Guia Ilustrado de Anfíbios do Parque Estadual do Xingu”. A produção, realizada durante o ciclo 2025–2026 do Programa de Iniciação Científica, tem como objetivo divulgar informações sobre a biodiversidade do Parque e ampliar o acesso da sociedade ao conhecimento científico.
Bolsista com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Davi concorre com o trabalho em duas premiações: o Severino Meireles, na área de iniciação científica, e o Oscarlina Weber, sobre divulgação e popularização da ciência.
A pesquisa também está vinculada ao Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio) Amazônia Ocidental, dentro do projeto “Rede Avaliação Integrada dos Processos Ecossistêmicos e da Saúde Única na Amazônia Ocidental”. O trabalho é coordenado pelo professor Domingos de Jesus Rodrigues, orientador da pesquisa, e conta com a coorientação dos professores Milton Omar Córdova e Larissa Cavalheiro. Também colaboraram Marcos Penhacek, Arielly Ferraz, Lucas Chaves e Rogério Custódio.
De acordo com o acadêmico, a pesquisa que fundamenta o guia registrou 50 táxons (grupo de organismos que formam uma unidade biológica) de anfíbios, distribuídos em 11 famílias e 19 gêneros. Desse total, 37 foram identificados em nível de espécie. Os registros representam parte da diversidade conhecida no Parque Estadual do Xingu e também evidenciam a necessidade de ampliar as pesquisas na região. Algumas áreas ainda são pouco amostradas devido às dificuldades de acesso, o que pode limitar o conhecimento sobre as espécies presentes no território.
Localizado em uma área de contato entre formações amazônicas e do Cerrado, o Parque Estadual do Xingu reúne diferentes ambientes e tem importância para a conservação da biodiversidade em Mato Grosso. Nesse contexto, os anfíbios são indicadores relevantes das condições ambientais, pois mantêm relação estreita com a água, a umidade e a temperatura.
O guia foi elaborado para transformar dados de pesquisa, registros de ocorrência, fotografias e informações sobre as espécies em um material visual voltado ao público em geral. A proposta é facilitar o reconhecimento dos animais e apresentar aspectos de sua biologia, seus comportamentos e sua relação com o ambiente.
O material também busca alcançar leitores sem formação específica em Biologia. Ao apresentar espécies como sapos, pererecas e cecílias, o guia pretende despertar a curiosidade e mostrar que a ciência está presente na fauna e nos ambientes próximos da sociedade.
A iniciativa contribui para aproximar a produção acadêmica de escolas, visitantes de áreas protegidas, comunidades locais, profissionais da conservação e demais interessados na biodiversidade. Dessa forma, o conhecimento produzido na universidade pode circular para além dos espaços acadêmicos.
O trabalho integra uma rede de pesquisa e conservação que reúne diferentes instituições e iniciativas relacionadas à biodiversidade amazônica. A pesquisa conta com apoio logístico e financeiro do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (ARPA), do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT).
O guia já foi estruturado e diagramado, mas ainda passará por revisão técnica e preparação para uma futura publicação oficial. Uma prévia com dez páginas foi disponibilizada na plataforma Issuu, permitindo que o público conheça parte do conteúdo e da proposta do material. A versão disponível é preliminar e não corresponde à publicação definitiva.
Confira a prévia do trabalho do acadêmico pelo link https://issuu.com/davidolzane/docs/guia_ilustrado_de_anf_bios_do_parque_estadual_do_x.
Fonte: Davi Barbosa Dolzane – UFMT













