
Uma mulher identificada como Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi assassinada na tarde desta terça-feira (23), em Guarantã do Norte.
O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, de 33 anos, com quem Gleici mantinha um histórico de discussões e episódios de violência doméstica. Ele ainda não foi encontrada pela Polícia Civil.
De acordo com a investigação, Gleici já havia solicitado medidas protetivas de urgência contra o suspeito. As primeiras denúncias de violência doméstica foram registradas em 2023, quando ela procurou as autoridades para relatar as agressões.
Em 2024, novas ocorrências envolvendo o casal foram registradas pelos crimes de lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo.
Em julho de 2025, o homem foi preso em flagrante por lesão corporal no contexto de violência doméstica, após a vítima acionar as forças de segurança. Na ocasião, a Justiça concedeu medidas protetivas em favor de Gleici. Meses depois, porém, ela solicitou a revogação das medidas, o que resultou na liberdade do suspeito.
Segundo a Polícia Civil, Gleici foi encontrada já sem vida, com marcas de disparos de arma de fogo na região da cabeça, por volta das 11h25, em uma residência do município.
No local, os policiais localizaram um cartucho de espingarda. Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da funerária do município foram acionadas para atender a ocorrência.
Após o feminicídio, a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, fez um alerta para que mulheres vítimas de violência mantenham as denúncias e busquem apoio da rede de proteção.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou.
A Polícia Civil investiga o caso.
Fonte: GC Notícias













