
O número de casos de meningite em Mato Grosso subiu para 32 neste ano, segundo confirmou nesta semana a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Até o fim de abril, haviam sido contabilizados 29 registros. O aumento das notificações ocorre em meio à confirmação de oito mortes provocadas pela doença, o que reforça o alerta das autoridades sanitárias.
A Baixada Cuiabana concentra a maior parte dos casos, mas a doença já foi identificada em 15 municípios do estado. Cuiabá lidera as ocorrências, com sete confirmações. Entre os pacientes, está uma pessoa residente no Canadá que recebeu diagnóstico e tratamento na capital. Várzea Grande aparece na sequência, com cinco casos, seguida por Rondonópolis, com quatro.
Também foram registrados casos em Sinop (3), Cáceres (2) e Juscimeira (2), além de municípios como Barra do Garças, Sorriso e Lucas do Rio Verde, indicando a disseminação da doença para o interior.
Das oito vítimas, quatro eram crianças — duas em Sinop e duas em Sorriso. Cuiabá contabiliza três óbitos, enquanto a origem da oitava vítima não foi divulgada.
Os dados apontam que, embora a meningite atinja pessoas de diferentes idades, os bebês são os mais afetados. Oito dos 32 casos confirmados ocorreram em crianças com menos de um ano. A faixa etária de 50 a 64 anos aparece em seguida, com sete registros.
Diante do cenário, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MT) intensificou a análise de amostras para identificar os agentes causadores em circulação. A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção. Atualmente, a cobertura contra a meningite C em menores de um ano é de 98,72% no estado.
A orientação das autoridades é para que pais e responsáveis mantenham o calendário vacinal atualizado, incluindo a dose de reforço da vacina ACWY, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Especialistas também alertam para a importância de procurar atendimento médico imediato diante de sintomas como febre alta súbita, rigidez na nuca e dor de cabeça intensa. Medidas de higiene e a ventilação de ambientes continuam sendo recomendadas para reduzir a transmissão.
Fonte: GC Notícias













